De modo a dar cumprimento à legislação nacional de qualidade do ar ambiente, a Direção Regional do Ambiente e Ação Climática efetuou no final do passado mês de abril, a extração, através do programa ATMIS (sistema de recolha e processamento de dados de qualidade do ar ambiente utilizado pela estações de monitorização oficiais de Portugal), dos dados qualidade do ar ambiente, das três estações fixas regionais, procedeu à revisão dos dados, efetuou as alterações necessárias destes para os formatos exigidos pela Agência Portuguesa do Ambiente e carregou-os na página da internet do Qualar (sistema de informação on-line, desenvolvido pela Agência Portuguesa do Ambiente (APA), com o objetivo de centralizar toda a informação relativa à monitorização e previsão da qualidade do ar em Portugal) para posterior envio, em conjunto com os restantes dados nacionais, para a Comissão Europeia (CE).
O suprarreferido envio de dados para a APA foi efetuado atempadamente, atendendo a que esta agência possui nove meses após o final de cada ano para transmitir à CE, a informação sobre a qualidade do ar ambiente nacional.
De referir que no ano 2023 a eficiência de recolha de dados (percentagem de dados recolhidos considerados válidos) das estações regionais foi a seguinte:
Estação de São João (estação urbana de tráfego):
PM10 - 86,5%
PM2,5 - 100%
NO - 100%
NO2 - 100%
NOx - 100%
CO - 100%
Estação de São Gonçalo (estação urbana de fundo):
PM10 - 98,1%
PM2,5 - 98,1%
NO - 98,1%
NO2 - 98,1%
NOx - 98,1%
O3 - 98,1%
SO2 - 98,1%
Estação de Santana (estação rural de fundo):
PM10 - 100%
NO - 94,3%
NO2 - 94,3%
NOx - 94,3%
O3 - 94,3%
SO2 - 94,3%
Os dados não validados que contribuíram para os valores anteriormente apresentados inferiores, a 100%, resultaram todos de avarias nas estações, as quais foram corrigidas com a maior brevidade possível, tendo apenas um poluente atmosférico ficado abaixo da taxa mínima de recolha de dados de 90%, situação que ocorreu na estação de São João no poluente PM10 com uma eficiência de dados de 86,5%. De salientar, os oito poluentes que apresentaram uma eficiência de 100% de recolha e validação de dados, dois na estação de Santana (PM10 e PM2,5) e seis na estação de São João (PM2,5, NO, NO2, NOx e CO).