Os constantes desafios que são colocados aos docentes repercutem-se no seu bem-estar e na sua qualidade de vida. São frequentes as queixas de exaustão física, sobrecarga emocional, dilemas éticos, pressão do tempo e dificuldade na priorização de tarefas, gestão de recursos e necessidade de gerir problemas de indisciplina e dificuldades de comunicação, o que culmina frequentemente em mal-estar psicológico significativo e amplamente reconhecido em múltiplos trabalhos de investigação realizados (ex., Reisa, Gomes & Simães, 2018; Menezes, 2015; Freire, Bahia, Estrela & Amaral, 2014; Capelo, Pocinho & Santos, 2013; Patrão, Pinto & Santos, 2012; Gomes & Quintão, 2011; Correia, Gomes & Moreira, 2010; Gomes, Silva, Mourisco, Mota & Montenegro, 2006) que as alterações na natureza do trabalho docente têm vindo a gerar um aumento do stress e dos problemas relacionados com a saúde mental. Nem sempre os recursos pessoais (internos e externos) são suficientes para dar resposta a múltiplas, diversificadas e exigentes necessidades que o ensino envolve. São vários os motivos válidos que justificam uma abordagem cada vez mais proactiva da gestão emocional.
A investigação indica que o bem-estar dos professores é essencial para o sucesso de todos os projetos educativos (Patrão, Pinto & Santos, 2012) dado que, dos docentes e da qualidade da sua resposta dependem muitos alunos e, em última análise, o modo como estes sairão preparados das áreas curriculares que frequentam.
Assim, pretende-se, com esta oficina, desenvolver competências psicoemocionais que promovam a compreensão e a transformação das emoções no desempenho profissional docente.