O Secretário Regional de Equipamentos e Infraestruturas, Pedro Fino, esteve hoje presente na abertura da 80ª Assembleia Geral da European Council of Civil Engineers (ECCE), que decorreu esta sexta-feira, dia 21 de março, na reitoria da Universidade da Madeira. Este evento, que conta com o apoio da Seção da Madeira da Ordem dos Engenheiros, tem como principal objetivo refletir sobre o trabalho e as atividades anteriormente realizadas pelo ECCE e perspetivar o futuro da engenharia civil na Europa, fomentando o diálogo e a troca de conhecimentos entre profissionais de renome internacional. Esta Assembleia reveste-se de particular importância, uma vez que, em 2025, se celebram os 40 anos do ECCE.
O Secretário Regional, a quem coube abordar um pouco da história da Madeira e da importância da Engenharia na Região, congratulou-se pelo facto de terem escolhido a Madeira para este encontro. “A Madeira é um exemplo no que diz respeito ao trabalho da Engenharia, as circunstâncias físicas e geográficas da nossa Região desafiaram e desafiam a Engenharia na resolução dos problemas que as particularidades do território nos colocam, bem como na busca incessante de soluções técnicas que nos assegurem um desenvolvimento sustentável e uma contínua melhoria das condições de vida da nossa população”, salientou.
“A arte e o engenho para ultrapassar os condicionalismos físicos e geográficos da nossa Região, nos mais diversos domínios da nossa vida, diz muito sobre a nossa identidade enquanto ilhéus”, continuou, salientando que “soubemos ser sempre muito mais do que uma ilha, no sentido em que conseguimos ultrapassar o condicionalismo geográfico e a nossa condição insular”. “Fomos destino, mas fomos também ponte, entreposto, porta aberta para o mundo, ponto de confluência de novos horizontes, novas geografias e novos desafios”, vincou.
Pedro Fino recordou ainda que “a Madeira desempenhou, de facto, um papel fundamental na época dos Descobrimentos, servindo como um centro de inovação e conhecimento, que impulsionou a expansão marítima portuguesa e contribuiu para a primeira globalização do mundo”, sublinhando ainda que, “também nessa altura, a Engenharia esteve bem presente nas soluções aqui adotadas e depois exportadas para o mundo alargado que então se conhecia”.
O governante explicou que, com a conquista da autonomia política e administrativa e a adesão de Portugal à União Europeia, assistiu-se, na Região, a um desenvolvimento a todos os títulos notável, fruto da visão estratégica, do mérito político, da estabilidade, da capacidade de execução. “Com o aproveitamento dos fundos estruturais, disponibilizados pela União Europeia, para se desenvolver, atingiu um patamar de excelência, tanto na qualidade dos equipamentos públicos e privados, como do ponto de vista infraestrutural”, continuou, frisando que “nunca é demais sublinhar o papel determinante da Engenharia nesse processo acelerado de transformações que genericamente designamos por desenvolvimento económico e social da nossa Região”.
Pedro Fino esclareceu ainda que, olhando para o presente e futuro da Engenharia na Região, e, no que concerne aos investimentos públicos, os desafios serão vários, desde logo com a construção do Hospital Central e Universitário da Madeira, a maior obra de edifícios que decorre a nível nacional.
“Outro desafio que será sempre premente na nossa Região é o de encontrar as soluções técnicas adequadas no sentido de minimizar os riscos naturais a que estamos permanentemente sujeitos, nomeadamente, as aluviões, os incêndios e os galgamentos costeiros”, lembrou, defendendo que “o fenómeno das alterações climáticas e a recorrência de fenómenos meteorológicos extremos, bem como as circunstâncias físicas da nossa ilha, impõem a adoção de medidas preventivas que garantam a proteção e segurança da população”. “Mas não podemos também esquecer, por sermos uma região insular, ferida, portanto, também de insularidade energética, os investimentos que têm vindo a realizar na área das energias renováveis, posto que serão preponderantes no processo de dotar de sustentabilidade a nossa Região”, alertou, rematando que, para superar todos estes desafios, “precisamos naturalmente da Engenharia Civil e de técnicos devidamente habilitados”.